As perguntas que fazíamos um ao outro eram importantes. Mas as perguntas que jaziam em nós eram ainda mais fundas. Porque, no fundo, minha linda, ninguém pergunta ao outro apenas “você me quer?”. A pergunta verdadeira talvez seja outra: “você me vê sem me reduzir?”. “Você consegue tocar minha vida sem arrancar de mim a minha verdade?”. “Você pode entrar sem destruir?”. “Você pode ficar sem prender?”. “Você pode amar sem me apagar?”.